Autor:Daniel Pereira da Silva (28/10/2009)
I
Antigamente nossos heróis,
Eram homens fortes, valentes,
Que além da força física e exemplos,
Honravam seus descendentes.
II
Hoje quando pensamos ter um herói,
Em alguns dias com o passar do tempo,
Vem à tona nossa desilusão,
Nosso herói é palha, levado pelo vento.
III
Pelo vento desta vida de hoje,
Que o errado é certo e o certo é amoral,
Carregando nossos jovens e adolescentes,
Que começa com brisas e termina em vendaval.
IV
Um vendaval que destrói famílias,
Acabando com muitos casamentos,
E trás aos filhos o terror da separação,
Incrustando em suas mentes estes péssimos exemplos.
V
Vemos grandes vencedores se perder,
Não conseguem ter um comportamento ético,
E caem nas armadilhas desta vida,
Cometendo erros que os tornam patéticos.
VI
Grandes vencedores, verdadeiros campeões,
Que caem diante de drogas e orgias,
Não tem senso do correto e caem,
São presas fáceis das aparências destes dias.
VII
Uns com seus feitos e vitórias,
Deixam-nos extasiados,
Mas sucumbem diante da vida,
Trazem-nos tristeza, são derrotados.
VIII
São derrotados por não conhecer um caminho,
Diferente daquele que sempre andou,
Para continuar sendo campeão, um vencedor,
Um novo caminho, onde não foi só um que falhou.
IX
É preciso olhar a estrada que é longa,
E parece aos nossos olhos, não ter fim.
Iniciar esta nova e longa caminhada,
Que parece não acabar, na vida é assim.
X
Aparecem então os heróis anônimos,
Lutadores, sem fama conhecer, vencedores,
Que construíram os grandes pedestais,
Onde colocaram os falsos heróis, hoje perdedores.
Heróis sem fama, vencedores, alguns pais,
Nossos verdadeiros heróis, campeões, ganhadores.
AOS AMANTES DA POESIA
AGRADEÇO SUA PRESENÇA, ESPERO QUE LHE AGRADE. CONTINUO CONTANDO COM SUA VISITA E COMENTÁRIOS,
Obrigado.
VOCÊ É MEU VISITANTE
Obrigado.
VOCÊ É MEU VISITANTE
QUEM SOU EU?
- Daniel Pereira da Silva
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- SIMPLES E AMANTE DA BOA POESIA
Pesquisar este blog
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
UM AMIGO, NOSSO CONTRATO
Autor: Daniel Pereira da Silva (outubro de 2009)
I
Nosso contrato de amizade,
Não pode estar sujeito ao tempo,
Ele não pode simplesmente ter um fim,
E poder ser jogado ao relento.
II
Nossa amizade supera nossas discordâncias,
Eu preciso ser seu amigo, enquanto viver.
Ela supera toda e qualquer divergência,
Me faz ver nossas diferenças, e entender.
III
Tua amizade amigo(a), precisa ser valorizada,
Mesmo quando estás em silêncio, calado(a).
Preciso ficar sempre muito atento,
Para no seu silêncio, ser ensinado(a).
III
Quando você defender seu ponto de vista, acalorado(a).
Não devo interrompê-lo em nenhum momento,
E prestar muita atenção, com selo e carinho,
Para não perder, no seu ponto de vista, um ensinamento.
IV
Preciso cultivar sua amizade,
Para que jamais venha a morrer,
Pois ela é muito importante para mim,
De maneira nenhuma, a posso perder.
V
Preciso te entender e conhecê-lo(a), ainda melhor,
Não posso perder este relacionamento contigo,
Pois nesta vida, se existe algo tão raro,
É poder dizer sem medo de errar, meu amigo.
I
Nosso contrato de amizade,
Não pode estar sujeito ao tempo,
Ele não pode simplesmente ter um fim,
E poder ser jogado ao relento.
II
Nossa amizade supera nossas discordâncias,
Eu preciso ser seu amigo, enquanto viver.
Ela supera toda e qualquer divergência,
Me faz ver nossas diferenças, e entender.
III
Tua amizade amigo(a), precisa ser valorizada,
Mesmo quando estás em silêncio, calado(a).
Preciso ficar sempre muito atento,
Para no seu silêncio, ser ensinado(a).
III
Quando você defender seu ponto de vista, acalorado(a).
Não devo interrompê-lo em nenhum momento,
E prestar muita atenção, com selo e carinho,
Para não perder, no seu ponto de vista, um ensinamento.
IV
Preciso cultivar sua amizade,
Para que jamais venha a morrer,
Pois ela é muito importante para mim,
De maneira nenhuma, a posso perder.
V
Preciso te entender e conhecê-lo(a), ainda melhor,
Não posso perder este relacionamento contigo,
Pois nesta vida, se existe algo tão raro,
É poder dizer sem medo de errar, meu amigo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A DROGA
Autor: Daniel Pereira da Silva (25/10/2009)
I
Os noticiários informam a todo instante,
A sociedade não sabe o que fazer,
E nossas autoridades omissas,
Ficam olhando o inocente morrer.
II
O chefe de família que vê o filho,
Bebendo uma cervejinha, se drogando,
Com aquiescência de nosso governo,
Usam o álcool, droga legal, e acabam matando.
III
Matam no transito dirigindo embriagado,
Provocando acidentes de toda sorte,
Que quando não somente deixam inválidos,
Levam a muitos, prematuramente, a morte.
IV
E não é somente a droga legal,
Mas também uma outra qualquer,
Que vão destruindo vidas,
Tanto de homem quanto de mulher.
V
Vidas na flor da mocidade,
Que ao país pode fazer crescer,
Mas por causa das drogas,
Bem cedo vão morrer.
VI
Vão morrer, por que as autoridades,
Assim como nossos legisladores,
Não tem nenhum interesse,
Em livrar as vidas destes horrores.
VII
O drogado legal se inicia no álcool,
E cada dia procura droga mais forte,
Não se preocupa com sua vida,
Não importa, leva sua vida ou de outro, a morte.
VIII
Mas o que é isto para nossos legisladores,
O executivo o que pode fazer?
Homens que estão a serviço nas ruas,
Sem as mínimas condições, destinados a morrer.
IX
E a família destes envolvidos no vício,
Que não tem recurso para tratar do drogado,
Vivem lutando de maneira desigual,
Tentando mudar este quadro.
X
Mas enquanto nossas autoridades,
Deste jeito, assim, calados.
Continuarem omissos continuaremos a ver,
Policiais por terra ou ar, sendo derrubados.
XI
E a família de cada um,
Tanto do policial quanto do viciado,
Sofrendo grande e terrível dor,
Continuarão esquecidos, abandonados.
XII
E esta luta inglória de todo ser do bem,
Que trava esta luta de sempre, e incessante,
Sem ter forças e condições para o combate direto,
Sucumbir diante da inércia de nossos governantes.
XIII
E os familiares do viciado,
Tentando de qualquer jeito resolver,
Sucumbe a este luta desigual,
A quem ele vai matar? Ou morrer?
XIV
Será que aos próprios pais?
Um amigo ou mesmo namorada?
Vamos pagar para ver?
Enquanto quem pode não faz nada?
XV
Enquanto nas ruas e praças,
Tem drogas de sobra para vender,
Aqueles que deveriam atacar, legislar,
Nada fazem para encarar de frente, combater.
XVI
Deixam homens com armas de pequeno calibre,
Procurando primeiro se defender,
Enfrentarem metralhadoras, Ar15 e antiaéreas,
Sabendo que a luta é inglória, não tem como vencer.
XVII
E as esposas e filhos destes homens,
Que não sabem se em casa vão chegar,
Se poderão em seus braços recebê-los,
Ou se vão sair de casa para os enterrar.
XVIII
Duas famílias que sofrem com as drogas,
Uma tentando tirar os seus do vício,
A outra no combate ao trafego em desespero,
Sabem que está luta não tem fim, está no início.
XIX
Quando morre alguém em qualquer um dos lados,
Todos nós sabemos, para um lado a luta acabou,
Do outro lado isto não acontece,
E preciso continuar vivendo, e para isto a luta começou.
XX
Porém se nossas leis não mudarem,
Se não tiverem forças para punir,
Não adianta nós irmos à luta,
Ela é inglória, vamos sucumbir.
I
Os noticiários informam a todo instante,
A sociedade não sabe o que fazer,
E nossas autoridades omissas,
Ficam olhando o inocente morrer.
II
O chefe de família que vê o filho,
Bebendo uma cervejinha, se drogando,
Com aquiescência de nosso governo,
Usam o álcool, droga legal, e acabam matando.
III
Matam no transito dirigindo embriagado,
Provocando acidentes de toda sorte,
Que quando não somente deixam inválidos,
Levam a muitos, prematuramente, a morte.
IV
E não é somente a droga legal,
Mas também uma outra qualquer,
Que vão destruindo vidas,
Tanto de homem quanto de mulher.
V
Vidas na flor da mocidade,
Que ao país pode fazer crescer,
Mas por causa das drogas,
Bem cedo vão morrer.
VI
Vão morrer, por que as autoridades,
Assim como nossos legisladores,
Não tem nenhum interesse,
Em livrar as vidas destes horrores.
VII
O drogado legal se inicia no álcool,
E cada dia procura droga mais forte,
Não se preocupa com sua vida,
Não importa, leva sua vida ou de outro, a morte.
VIII
Mas o que é isto para nossos legisladores,
O executivo o que pode fazer?
Homens que estão a serviço nas ruas,
Sem as mínimas condições, destinados a morrer.
IX
E a família destes envolvidos no vício,
Que não tem recurso para tratar do drogado,
Vivem lutando de maneira desigual,
Tentando mudar este quadro.
X
Mas enquanto nossas autoridades,
Deste jeito, assim, calados.
Continuarem omissos continuaremos a ver,
Policiais por terra ou ar, sendo derrubados.
XI
E a família de cada um,
Tanto do policial quanto do viciado,
Sofrendo grande e terrível dor,
Continuarão esquecidos, abandonados.
XII
E esta luta inglória de todo ser do bem,
Que trava esta luta de sempre, e incessante,
Sem ter forças e condições para o combate direto,
Sucumbir diante da inércia de nossos governantes.
XIII
E os familiares do viciado,
Tentando de qualquer jeito resolver,
Sucumbe a este luta desigual,
A quem ele vai matar? Ou morrer?
XIV
Será que aos próprios pais?
Um amigo ou mesmo namorada?
Vamos pagar para ver?
Enquanto quem pode não faz nada?
XV
Enquanto nas ruas e praças,
Tem drogas de sobra para vender,
Aqueles que deveriam atacar, legislar,
Nada fazem para encarar de frente, combater.
XVI
Deixam homens com armas de pequeno calibre,
Procurando primeiro se defender,
Enfrentarem metralhadoras, Ar15 e antiaéreas,
Sabendo que a luta é inglória, não tem como vencer.
XVII
E as esposas e filhos destes homens,
Que não sabem se em casa vão chegar,
Se poderão em seus braços recebê-los,
Ou se vão sair de casa para os enterrar.
XVIII
Duas famílias que sofrem com as drogas,
Uma tentando tirar os seus do vício,
A outra no combate ao trafego em desespero,
Sabem que está luta não tem fim, está no início.
XIX
Quando morre alguém em qualquer um dos lados,
Todos nós sabemos, para um lado a luta acabou,
Do outro lado isto não acontece,
E preciso continuar vivendo, e para isto a luta começou.
XX
Porém se nossas leis não mudarem,
Se não tiverem forças para punir,
Não adianta nós irmos à luta,
Ela é inglória, vamos sucumbir.
sábado, 8 de agosto de 2009
PAPAI
Autor: Daniel Pereira da Silva (12 de agosto 1984)
I
Papai, tu és instrumento,
Instrumento de nosso Deus,
Pois recebeste a missão,
De ensinar aos filhos seus.
II
Todo teu trabalho,
Dedicação e amor,
Um dia há de brilhar,
Na obra Santa do Senhor.
III
Embora não deixasse transparecer,
Tu tinhas todo dia muita preocupação,
E durante estes momentos,
Tú eras como o pai de Sansão.
IV
Tú lembras meu pai?
O que Manuá foi a Deus Rogar?
No livro de Juizes cap.3 vers.8,
Muito claro escrito está.
V
Manuá dobrou seus joelhos,
E a Deus começar a orar,
Senhor, mande-me o anjo,
Para que fale como ao menino criar.
VI
E Manuá por Deus foi atendido,
Sem dúvida creio que tua oração,
Chegou ao trono da graça,
Fazendo de mim um servo, um cristão.
VII
Imagino as tuas lágrimas,
Quando estavas em sofrimento,
Mas nunca vi em tua face,
Por ser pai, o arrependimento.
VIII
E ao imaginar teu soluçar,
Meu coração começa a arder,
Lembrando-me de Gênesis cap.37 Vers. 35,
Que relata de Jacó o sofrer.
IX
Relata como sofreu Jacó,
Ao da morte de José saber,
Teve grande sofrimento,
E quis com seu filho a sepultura descer.
X
Mas uma missão Deus deu aos pais,
Que Lá na Bíblia escrito está.
O filho jamais esquecerá o caminho,
Que foi ensinado a andar.
XI
Por tudo isto papai,
Pelos ensinamentos seus,
Pelo caminho que me ensinaste,
Hoje dou graças a Deus.
FIM
I
Papai, tu és instrumento,
Instrumento de nosso Deus,
Pois recebeste a missão,
De ensinar aos filhos seus.
II
Todo teu trabalho,
Dedicação e amor,
Um dia há de brilhar,
Na obra Santa do Senhor.
III
Embora não deixasse transparecer,
Tu tinhas todo dia muita preocupação,
E durante estes momentos,
Tú eras como o pai de Sansão.
IV
Tú lembras meu pai?
O que Manuá foi a Deus Rogar?
No livro de Juizes cap.3 vers.8,
Muito claro escrito está.
V
Manuá dobrou seus joelhos,
E a Deus começar a orar,
Senhor, mande-me o anjo,
Para que fale como ao menino criar.
VI
E Manuá por Deus foi atendido,
Sem dúvida creio que tua oração,
Chegou ao trono da graça,
Fazendo de mim um servo, um cristão.
VII
Imagino as tuas lágrimas,
Quando estavas em sofrimento,
Mas nunca vi em tua face,
Por ser pai, o arrependimento.
VIII
E ao imaginar teu soluçar,
Meu coração começa a arder,
Lembrando-me de Gênesis cap.37 Vers. 35,
Que relata de Jacó o sofrer.
IX
Relata como sofreu Jacó,
Ao da morte de José saber,
Teve grande sofrimento,
E quis com seu filho a sepultura descer.
X
Mas uma missão Deus deu aos pais,
Que Lá na Bíblia escrito está.
O filho jamais esquecerá o caminho,
Que foi ensinado a andar.
XI
Por tudo isto papai,
Pelos ensinamentos seus,
Pelo caminho que me ensinaste,
Hoje dou graças a Deus.
FIM
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A HISTÓRIA DE ALGUÉM
Autor: Daniel Pereira da Silva (14/05/2009)
Nós hoje somos jovens, mas já fomos neném, criança e adolescente. Amanhã seremos pais, a seguir avós. Que muitos chamarão de idosos. E é ai que podemos imaginar a carreira de um idoso. O que ele pode nos contar?
I
Um dia estava no ventre de minha mãe,
Todos alegres por que eu estava a caminho, ia chegar.
Muitos sorrisos, escolha e sugestões de nome,
Todos queriam fazer alguma coisa, um jeito de ajudar.
II
Queriam conversar comigo estando eu no ventre,
Eu ouvia, não sabia falar nem tão pouco responder.
E se o fizesse não poderiam me ouvir,
E talvez que sabe? Não iriam me entender.
III
Mas chegou o grande e esperado dia,
Eu nasci trazendo muita alegria, todos a sorrir,
Minha mãe que sofreu tanto durante a gestação,
Fazia de tudo para sua alegria exprimir.
IV
Todos queriam pelo menos por um momento,
Ter-me no colo, ansiavam por esta criança embalar.
Comecei a descobrir as coisas, ficando ansiosa,
Tudo que estava por perto, lá ia a mão para pegar.
V
Diziam que eu era muito esperta
Começaram muitas coisas me ensinar,
Balbuciar as primeiras palavras,
E até queriam me ver sentar.
VI
Comecei a engatinhar balbuciar algumas palavras,
Na família e familiares só alegria e admiração.
Mas o que ninguém pensava, nem imaginava,
É que um dia eu teria a minha vida e nela decepção.
VII
Fui crescendo, estudando e me transformando,
Criança, depois adolescente jovem e adulto,
Casei-me, tive filhos, criei-os dando saúde e educação,
Transformei-os em doutores, catedráticos, cultos.
VII
Eles então foram cuidar de suas vidas,
Nisto tenho alegria sem fim,
Mas tudo que fiz por todos eles,
Fiz por cada um deles, não para mim.
VII
Agora virão os neto, e terei outras alegrias,
A alegria de pega-los no colo, alegria de vó.
Já antevejo eles correndo pela casa brincando,
Preenchendo o vazio desta casa, não estarei só.
VIII
Mas não posso esquecer em momento algum,
Que neste momento, é outra a realidade,
Trabalhei, criei os filhos, os filhos dos filhos,
E hoje só existe uma verdade.
IX
Sou pessoa de idade avançada, aposentada,
Que ajudei com o meu trabalho este país crescer.
Para o governo isto não vale nada,
Não tenho mais utilidade, não posso mais nada fazer.
X
Para meus filhos e meus netos, não há diferença,
Não tenho nada que os possa interessar,
E eu consciente desta dura realidade,
Fico aqui, neste lugar, vendo o tempo passar.
XI
O tempo que outrora passava rápido demais,
Hoje se arrasta... não quer passar...
Talvez por que hoje seja dia de visita,
Estou ansiosa esperando a minha chegar.
XII
Há ... esqueci de dizer, já arrumei a mesa,
Coloquei as cadeiras e estou bem perfumada,
Não sei por que estou preocupada e ansiosa,
Já olhei várias vezes, a mesa esta arrumada.
XIII
Estou muito preocupada, minha visita não chegou?
Preciso ter notícias, preciso sair e perguntar a alguém,
E pensando nisso, vou até a porta e pergunto, e a minha visita?
Por que você espera? Há anos não vem ninguém.
XIV
Eu sou uma pessoa idosa, toda vida dei carinho,
Hoje estou sofrendo neste lugar, sozinha,
Não entendo esta violência contra uma pessoa,
Que aguarda a morte que se avizinha.
XVI
Talvez pensem que violência,
É espancar ou deixar sem cuidados morrer,
Mas violência não é somente isso,
É também tirar o prazer de viver.
XVII
Violência é colocar em um local,
Onde possa ter do bom e do melhor,
Deixar abandonada sem sentir nem um remorso,
Não se preocupar com sua solidão, é não sentir Dó.
XVIII
Quando ainda neném queriam me ouvir falar,
Mas eu não sabia, e não podiam compreender,
Hoje eu sei falar quero falar conversar com alguém,
Mas nada disso interessa, eles não querem saber.
XIX
Gostaria de conversar, falar do que sempre me orgulhei,
Dos trabalhos de minhas mãos, que hoje tremem sem força,
Homens e mulheres que saíram de minhas intranhas,
Sentem vergonha de mim, envelheci, não sou mais moça.
XX
Mas um dia não muito distante, eles chegarão a minha idade,
Aí então descobrirão, o que fizeram comigo, e quanta violência,
Que precisam o que não me deram na minha velhice,
O que eu mais precisava, muito carinho, muito amor e paciência.
Que pena, não há mais tempo para corrigir, meu tempo acabou.
Nós hoje somos jovens, mas já fomos neném, criança e adolescente. Amanhã seremos pais, a seguir avós. Que muitos chamarão de idosos. E é ai que podemos imaginar a carreira de um idoso. O que ele pode nos contar?
I
Um dia estava no ventre de minha mãe,
Todos alegres por que eu estava a caminho, ia chegar.
Muitos sorrisos, escolha e sugestões de nome,
Todos queriam fazer alguma coisa, um jeito de ajudar.
II
Queriam conversar comigo estando eu no ventre,
Eu ouvia, não sabia falar nem tão pouco responder.
E se o fizesse não poderiam me ouvir,
E talvez que sabe? Não iriam me entender.
III
Mas chegou o grande e esperado dia,
Eu nasci trazendo muita alegria, todos a sorrir,
Minha mãe que sofreu tanto durante a gestação,
Fazia de tudo para sua alegria exprimir.
IV
Todos queriam pelo menos por um momento,
Ter-me no colo, ansiavam por esta criança embalar.
Comecei a descobrir as coisas, ficando ansiosa,
Tudo que estava por perto, lá ia a mão para pegar.
V
Diziam que eu era muito esperta
Começaram muitas coisas me ensinar,
Balbuciar as primeiras palavras,
E até queriam me ver sentar.
VI
Comecei a engatinhar balbuciar algumas palavras,
Na família e familiares só alegria e admiração.
Mas o que ninguém pensava, nem imaginava,
É que um dia eu teria a minha vida e nela decepção.
VII
Fui crescendo, estudando e me transformando,
Criança, depois adolescente jovem e adulto,
Casei-me, tive filhos, criei-os dando saúde e educação,
Transformei-os em doutores, catedráticos, cultos.
VII
Eles então foram cuidar de suas vidas,
Nisto tenho alegria sem fim,
Mas tudo que fiz por todos eles,
Fiz por cada um deles, não para mim.
VII
Agora virão os neto, e terei outras alegrias,
A alegria de pega-los no colo, alegria de vó.
Já antevejo eles correndo pela casa brincando,
Preenchendo o vazio desta casa, não estarei só.
VIII
Mas não posso esquecer em momento algum,
Que neste momento, é outra a realidade,
Trabalhei, criei os filhos, os filhos dos filhos,
E hoje só existe uma verdade.
IX
Sou pessoa de idade avançada, aposentada,
Que ajudei com o meu trabalho este país crescer.
Para o governo isto não vale nada,
Não tenho mais utilidade, não posso mais nada fazer.
X
Para meus filhos e meus netos, não há diferença,
Não tenho nada que os possa interessar,
E eu consciente desta dura realidade,
Fico aqui, neste lugar, vendo o tempo passar.
XI
O tempo que outrora passava rápido demais,
Hoje se arrasta... não quer passar...
Talvez por que hoje seja dia de visita,
Estou ansiosa esperando a minha chegar.
XII
Há ... esqueci de dizer, já arrumei a mesa,
Coloquei as cadeiras e estou bem perfumada,
Não sei por que estou preocupada e ansiosa,
Já olhei várias vezes, a mesa esta arrumada.
XIII
Estou muito preocupada, minha visita não chegou?
Preciso ter notícias, preciso sair e perguntar a alguém,
E pensando nisso, vou até a porta e pergunto, e a minha visita?
Por que você espera? Há anos não vem ninguém.
XIV
Eu sou uma pessoa idosa, toda vida dei carinho,
Hoje estou sofrendo neste lugar, sozinha,
Não entendo esta violência contra uma pessoa,
Que aguarda a morte que se avizinha.
XVI
Talvez pensem que violência,
É espancar ou deixar sem cuidados morrer,
Mas violência não é somente isso,
É também tirar o prazer de viver.
XVII
Violência é colocar em um local,
Onde possa ter do bom e do melhor,
Deixar abandonada sem sentir nem um remorso,
Não se preocupar com sua solidão, é não sentir Dó.
XVIII
Quando ainda neném queriam me ouvir falar,
Mas eu não sabia, e não podiam compreender,
Hoje eu sei falar quero falar conversar com alguém,
Mas nada disso interessa, eles não querem saber.
XIX
Gostaria de conversar, falar do que sempre me orgulhei,
Dos trabalhos de minhas mãos, que hoje tremem sem força,
Homens e mulheres que saíram de minhas intranhas,
Sentem vergonha de mim, envelheci, não sou mais moça.
XX
Mas um dia não muito distante, eles chegarão a minha idade,
Aí então descobrirão, o que fizeram comigo, e quanta violência,
Que precisam o que não me deram na minha velhice,
O que eu mais precisava, muito carinho, muito amor e paciência.
Que pena, não há mais tempo para corrigir, meu tempo acabou.
HÁ... VOCÊ.
Autor:Daniel Pereira da Silva
I
Um dia eu a vi pela primeira vez,
Sua pele morena, seu belo sorrir,
Você, jovem, na flor da mocidade.
Passei a pensar somente em ti.
II
Tentei saber quem era você,
Pensava em me aproximar,
Mas na minha timidez,
Só sabia te olhar.
III
Talvez você não percebesse,
Que meus olhos eram teus,
Ou quem sabe, não entendesse,
Que os teus precisavam ser meus.
IV
Fiquei a distância, olhando seus passos.
A cadência de seu caminhar,
O seu corpo balançando,
Gingando, pra lá, e pra cá.
V
Mas quem era eu?
Um adolescente que você não conhecia,
Nada tinha para chamar tua atenção,
Só eu não percebia.
VI
Mas eu propus ao meu coração,
Não deixa-lo morrer desta dor,
Fazer com que você me percebesse,
E te declarar meu amor.
VII
Mas a admiraria ainda mais,
Ao naquele dia, te conhecer.
Começar a pensar, a sonhar,
E nunca mais deixa-la de ver.
VIII
Admiro não só a mulher,
Mas também esta linda pessoa,
Que faz aos outros perceberem,
Que embora haja sofrimento, a vida e boa.
IX
O que você me ensinou,
Fez-me ser alguém,
E hoje tenho certeza,
Sem você não sou ninguém.
X
Às vezes até penso,
Que não consigo o que sempre quis,
Ver você alegre a sorrir,
Esbanjando alegria e feliz.
XI
Porque muitas vezes,
Vejo seu olhar no tempo parado,
Com problemas alheios,
Sofrendo, triste, preocupado.
XII
Porém se isso fosse possível,
Eu tiraria de você toda preocupação,
Não permitiria que nesta vida,
Você tivesse desilusão.
XIII
Mas agora o interessante é você,
Mulher conhecedora da vida,
Que Deus colocou ao meu lado,
Para ser adjutora, querida.
XIV
Quisera eu, falar só de você,
Mas não sei por onde começar,
E se eu conseguir,
Não sei se um dia vou terminar.
XV
As suas qualidades são tantas,
São tantos os seus feitos,
Que não consigo enumera-los,
Sem ver em mim defeitos.
XVI
A beleza de seus olhos, o brilho.
São como pérolas, preciosas,
Que são somente isto, pedras.
Mas as meninas de seus olhos, maravilhosas.
XVII
Hoje gostaria de saber expressar,
A tua superioridade em singeleza,
E com palavras mostrar,
Que é ai, onde reside tua beleza.
XVIII
Beleza que gosto de olhar,
Admirar a todo e qualquer instante,
Sentir por perto o seu cheiro,
Sofrendo quando estais distante.
XIX
Gosto de sentir tuas mãos,
De ouvir o som de sua voz,
De tê-la sempre por perto,
Não me sentindo a sós.
XX
Seu eu pudesse mensurar,
Daria para você um valor,
Que não poderia ser menor,
Do que o que sinto por você, amor.
XXI
Você é incomparável, inigualável.
Não, não conseguir te mostrar.
Ainda não inventaram a palavra,
Que pudesse te avaliar.
XXII
Mas se um dia isso acontecer,
E descobrirem isso ai,
Eu direi alto e em bom som,
Não conhecem a Sueli.
XXIII
Há... você é... Você.
Nisto está meu orgulho, profundo.
Nada que possa ser igual,
Não há similar no mundo.
FIM
I
Um dia eu a vi pela primeira vez,
Sua pele morena, seu belo sorrir,
Você, jovem, na flor da mocidade.
Passei a pensar somente em ti.
II
Tentei saber quem era você,
Pensava em me aproximar,
Mas na minha timidez,
Só sabia te olhar.
III
Talvez você não percebesse,
Que meus olhos eram teus,
Ou quem sabe, não entendesse,
Que os teus precisavam ser meus.
IV
Fiquei a distância, olhando seus passos.
A cadência de seu caminhar,
O seu corpo balançando,
Gingando, pra lá, e pra cá.
V
Mas quem era eu?
Um adolescente que você não conhecia,
Nada tinha para chamar tua atenção,
Só eu não percebia.
VI
Mas eu propus ao meu coração,
Não deixa-lo morrer desta dor,
Fazer com que você me percebesse,
E te declarar meu amor.
VII
Mas a admiraria ainda mais,
Ao naquele dia, te conhecer.
Começar a pensar, a sonhar,
E nunca mais deixa-la de ver.
VIII
Admiro não só a mulher,
Mas também esta linda pessoa,
Que faz aos outros perceberem,
Que embora haja sofrimento, a vida e boa.
IX
O que você me ensinou,
Fez-me ser alguém,
E hoje tenho certeza,
Sem você não sou ninguém.
X
Às vezes até penso,
Que não consigo o que sempre quis,
Ver você alegre a sorrir,
Esbanjando alegria e feliz.
XI
Porque muitas vezes,
Vejo seu olhar no tempo parado,
Com problemas alheios,
Sofrendo, triste, preocupado.
XII
Porém se isso fosse possível,
Eu tiraria de você toda preocupação,
Não permitiria que nesta vida,
Você tivesse desilusão.
XIII
Mas agora o interessante é você,
Mulher conhecedora da vida,
Que Deus colocou ao meu lado,
Para ser adjutora, querida.
XIV
Quisera eu, falar só de você,
Mas não sei por onde começar,
E se eu conseguir,
Não sei se um dia vou terminar.
XV
As suas qualidades são tantas,
São tantos os seus feitos,
Que não consigo enumera-los,
Sem ver em mim defeitos.
XVI
A beleza de seus olhos, o brilho.
São como pérolas, preciosas,
Que são somente isto, pedras.
Mas as meninas de seus olhos, maravilhosas.
XVII
Hoje gostaria de saber expressar,
A tua superioridade em singeleza,
E com palavras mostrar,
Que é ai, onde reside tua beleza.
XVIII
Beleza que gosto de olhar,
Admirar a todo e qualquer instante,
Sentir por perto o seu cheiro,
Sofrendo quando estais distante.
XIX
Gosto de sentir tuas mãos,
De ouvir o som de sua voz,
De tê-la sempre por perto,
Não me sentindo a sós.
XX
Seu eu pudesse mensurar,
Daria para você um valor,
Que não poderia ser menor,
Do que o que sinto por você, amor.
XXI
Você é incomparável, inigualável.
Não, não conseguir te mostrar.
Ainda não inventaram a palavra,
Que pudesse te avaliar.
XXII
Mas se um dia isso acontecer,
E descobrirem isso ai,
Eu direi alto e em bom som,
Não conhecem a Sueli.
XXIII
Há... você é... Você.
Nisto está meu orgulho, profundo.
Nada que possa ser igual,
Não há similar no mundo.
FIM
sexta-feira, 26 de junho de 2009
SOB AS ASAS DIVINAS
Adaptação da Bíblia Sagrada, tradução João F. Almeida.
Salmos 91
Autor: Daniel Pereira da Silva (26/06/2009)
I
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo,
À sombra do onipotente descansará.
Dirás do Senhor: Ele é o meu refúgio
É a minha fortaleza, Nele posso confiar.
II
Porque ele te livra do laço do passarinheiro,
Assim como da peste perniciosa o livrará,
Ele te cobre com as suas penas,
E debaixo das suas asas, refúgio vais encontrar.
III
A sua verdade é escudo e broquel.
Não temerás os terrores da noite,
Nem a seta que voe de dia,
Nem peste que anda na escuridão,
Nem mortandade que assole ao meio-dia.
IV
Mil poderão cair ao teu lado,
E dez mil à tua direita;
Mas tu não serás atingido.
V
Somente com os teus olhos contemplarás,
E a recompensa dos ímpios verás.
Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio,
E do Altíssimo a tua habitação será,
VI
Nenhum mal vai te suceder,
Nem praga alguma à tua tenda chegará.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito,
Para em todos os teus caminhos te guardar.
VII
Eles te susterão em suas mãos,
para que em pedras não possas tropeçar.
Pisarás o leão e a áspide;
O filho do leão e a serpente sob seus pés vais calcar.
VIII
Eu o livrarei, porque tanto me amou,
E num alto retiro vou o colocar,
porque ele conhece o meu nome.
Eu lhe responderei, quando me invocar,
IX
Estarei com ele na angústia,
Livrá-lo-ei, e o honrarei.
Lhe darei longevidade de vida,
E a minha salvação mostrarei.
FIM
Salmos 91
Autor: Daniel Pereira da Silva (26/06/2009)
I
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo,
À sombra do onipotente descansará.
Dirás do Senhor: Ele é o meu refúgio
É a minha fortaleza, Nele posso confiar.
II
Porque ele te livra do laço do passarinheiro,
Assim como da peste perniciosa o livrará,
Ele te cobre com as suas penas,
E debaixo das suas asas, refúgio vais encontrar.
III
A sua verdade é escudo e broquel.
Não temerás os terrores da noite,
Nem a seta que voe de dia,
Nem peste que anda na escuridão,
Nem mortandade que assole ao meio-dia.
IV
Mil poderão cair ao teu lado,
E dez mil à tua direita;
Mas tu não serás atingido.
V
Somente com os teus olhos contemplarás,
E a recompensa dos ímpios verás.
Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio,
E do Altíssimo a tua habitação será,
VI
Nenhum mal vai te suceder,
Nem praga alguma à tua tenda chegará.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito,
Para em todos os teus caminhos te guardar.
VII
Eles te susterão em suas mãos,
para que em pedras não possas tropeçar.
Pisarás o leão e a áspide;
O filho do leão e a serpente sob seus pés vais calcar.
VIII
Eu o livrarei, porque tanto me amou,
E num alto retiro vou o colocar,
porque ele conhece o meu nome.
Eu lhe responderei, quando me invocar,
IX
Estarei com ele na angústia,
Livrá-lo-ei, e o honrarei.
Lhe darei longevidade de vida,
E a minha salvação mostrarei.
FIM
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
NASCEU O PROMETIDO
Adaptação da Bíblia Sagrada, tradução João Ferreira de Almeida.
Gênesis 3, Lucas 2
Autor: Daniel Pereira da Silva (18/12/2008)
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher. É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim. Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
I
Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer,
E agradável aos olhos, e árvore desejável por entendimento dar,
Tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
Então foram abertos os seus olhos, e envergonharam-se por nu estar.
II
Logo coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
E, percebendo que o Senhor Deus, à tardinha passeava no jardim,
Esconderam-se o homem e a mulher da presença de Deus,
Entre as árvores, para que não fossem vistos assim.
III
Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?
Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo,
Porque estava nu; e por isso me escondi.
Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu?
Comeste da árvore da qual te ordenei que não comesses dali?
IV
A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi.
Perguntou o Senhor Deus à mulher: Porque fizeste isto?
Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.
Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso,
V
Maldita serás tu dentre todos os animais domésticos,
E dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre hás de andar,
E pó comerás todos os dias da tua vida.
Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência;
Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
VI
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição;
Em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, ele te dominará.
E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher,
Comeste da árvore de que te ordenei, dela não comerás;
VII
Maldita é a terra por tua causa;
Dela, em fadiga todos os dias de tua vida hás de comer.
Ela produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.
Do suor do teu rosto comerás, até o dia que à terra tu descer,
VIII
Porque és pó, e ao pó tornarás porque dela foste tomado,
Por ser a mãe de todos os viventes, Adão à sua mulher, Eva Chamou,
E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.
Disse Deus: Conhecendo o bem e o mal, o homem como nós se tornou.
IX
Ora, para que não suceda que estenda a sua mão,
Tome da árvore da vida, coma e viva eternamente.
Deus o lançou fora do jardim do Éden para a terra lavrar,
E pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante
Que se volvia por todos os lados, para o caminho da árvore da vida guardar.
X
Porém Deus já havia concebido um plano,
Sabendo que este momento havia de chegar,
Preparou escape para o homem pecador,
E através de seu filho Jesus teria que o salvar.
XI
Então no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a Nazaré,
A uma virgem que com um varão de nome José estava desposada,
Sendo ele da casa de Davi; e o nome desta virgem era Maria,
Entrou o anjo onde ela estava e disse: Salve, o Senhor é contigo, agraciada.
XII
Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito
Que saudação seria esta, pôs-se ela a pensar,
Disse-lhe o anjo: Não temas, pois achaste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
XIII
Este será grande e será chamado filho do Altíssimo;
O Senhor Deus o trono de seu pai Davi lhe dará,
Reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
E Maria perguntou, não conheço varão como isso se fará?
XIV
Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo,
E o poder do Altíssimo com a sua sombra te cobrirá,
Por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
E também Isabel, tua parenta, um filho em sua velhice conceberá.
XV
Já é o sexto mês para aquela que era chamada estéril,
Porque para Deus nada impossível há de ser,
Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor;
Cumpra-se em mim segundo a tua palavra, de Deus o querer.
XVI
E então o anjo ausentou-se dela.
Naqueles dias Maria se levantou,
Foi à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
Entrou em casa de Zacarias e a Isabel saudou.
XVII
Ao ouvir Isabel a saudação de Maria,
A criancinha em seu ventre saltou,
E Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
Tu bendita és entre as mulheres exclamou:,
XVIII
Bendito é o fruto do vosso ventre!
Que aconteceu, para vir visitar-me a mãe do meu Senhor?
Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação,
A criancinha de alegria dentro de mim saltou.
XIX
Bem-aventurada aquela que creu que hão de se cumprir
As coisas que lhes foram ditas da parte do Senhor.
Então disse Maria: A minha alma engrandece a Deus,
E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.
XX
Porque atentou na condição humilde de sua serva.
Desde agora, pois, todas as gerações bem-aventurada me chamarão,
Porque o Poderoso grandes coisas me fez; e santo é o seu nome.
E a sua misericórdia estará sobre os que o temem de geração em geração.
XXI
Com o seu braço manifestou poder;
Dissipou os soberbos nos pensamentos de seus corações;
Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
Aos famintos encheu de bens, e despediu os ricos sem pão.
XXII
Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia
Para com Abraão e a sua descendência para sempre.
E Maria ficou com ela cerca de três meses; e para casa voltou.
Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.
XXIII
Naqueles dias saiu um decreto de César Augusto,
Para que todo o mundo fosse recenseado.
Este recenseamento foi quando Cirênio era governador da Síria.
E cada um ia à sua própria cidade para ser contado.
XXIV
Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré,
À cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi.
Foi alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Chegando o tempo que havia de dar à luz, enquanto estavam ali,
XXV
Teve seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura,
Pois não haviam encontrado na estalagem para eles lugar.
Havendo naquela mesma região pastores que estavam no campo,
Vigiavam durante a noite para o seu rebanho guardar.
XXVI
E um anjo do Senhor apareceu-lhes,
E a glória do Senhor de resplendor os cercou;
Enchendo-os de um grande temor,
Porém um anjo chegando lhes falou.
XXVII
Não temais, porque vos trago novas de grande alegria,
Que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi nasceu,
O Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura.
XXVIII
Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial,
Louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas,
E paz na terra entre os homens de boa vontade.
E logo os anjos se retiraram em direção ao céu.
XXIX
Diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém,
Vejamos isso que aconteceu, que o Senhor nos deu a conhecer.
Foram, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura;
E vendo-o, divulgaram as palavras acerca do menino que o anjo os fez saber.
XXX
Todos que a ouviam se admiravam do que os pastores diziam.
Maria, todas estas coisas, mantinha em seu coração guardado,
E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus
Por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora falado.
FIM
Gênesis 3, Lucas 2
Autor: Daniel Pereira da Silva (18/12/2008)
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher. É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim. Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
I
Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer,
E agradável aos olhos, e árvore desejável por entendimento dar,
Tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
Então foram abertos os seus olhos, e envergonharam-se por nu estar.
II
Logo coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
E, percebendo que o Senhor Deus, à tardinha passeava no jardim,
Esconderam-se o homem e a mulher da presença de Deus,
Entre as árvores, para que não fossem vistos assim.
III
Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?
Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo,
Porque estava nu; e por isso me escondi.
Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu?
Comeste da árvore da qual te ordenei que não comesses dali?
IV
A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi.
Perguntou o Senhor Deus à mulher: Porque fizeste isto?
Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.
Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso,
V
Maldita serás tu dentre todos os animais domésticos,
E dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre hás de andar,
E pó comerás todos os dias da tua vida.
Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência;
Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
VI
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição;
Em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, ele te dominará.
E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher,
Comeste da árvore de que te ordenei, dela não comerás;
VII
Maldita é a terra por tua causa;
Dela, em fadiga todos os dias de tua vida hás de comer.
Ela produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.
Do suor do teu rosto comerás, até o dia que à terra tu descer,
VIII
Porque és pó, e ao pó tornarás porque dela foste tomado,
Por ser a mãe de todos os viventes, Adão à sua mulher, Eva Chamou,
E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.
Disse Deus: Conhecendo o bem e o mal, o homem como nós se tornou.
IX
Ora, para que não suceda que estenda a sua mão,
Tome da árvore da vida, coma e viva eternamente.
Deus o lançou fora do jardim do Éden para a terra lavrar,
E pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante
Que se volvia por todos os lados, para o caminho da árvore da vida guardar.
X
Porém Deus já havia concebido um plano,
Sabendo que este momento havia de chegar,
Preparou escape para o homem pecador,
E através de seu filho Jesus teria que o salvar.
XI
Então no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a Nazaré,
A uma virgem que com um varão de nome José estava desposada,
Sendo ele da casa de Davi; e o nome desta virgem era Maria,
Entrou o anjo onde ela estava e disse: Salve, o Senhor é contigo, agraciada.
XII
Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito
Que saudação seria esta, pôs-se ela a pensar,
Disse-lhe o anjo: Não temas, pois achaste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
XIII
Este será grande e será chamado filho do Altíssimo;
O Senhor Deus o trono de seu pai Davi lhe dará,
Reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
E Maria perguntou, não conheço varão como isso se fará?
XIV
Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo,
E o poder do Altíssimo com a sua sombra te cobrirá,
Por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
E também Isabel, tua parenta, um filho em sua velhice conceberá.
XV
Já é o sexto mês para aquela que era chamada estéril,
Porque para Deus nada impossível há de ser,
Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor;
Cumpra-se em mim segundo a tua palavra, de Deus o querer.
XVI
E então o anjo ausentou-se dela.
Naqueles dias Maria se levantou,
Foi à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
Entrou em casa de Zacarias e a Isabel saudou.
XVII
Ao ouvir Isabel a saudação de Maria,
A criancinha em seu ventre saltou,
E Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
Tu bendita és entre as mulheres exclamou:,
XVIII
Bendito é o fruto do vosso ventre!
Que aconteceu, para vir visitar-me a mãe do meu Senhor?
Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação,
A criancinha de alegria dentro de mim saltou.
XIX
Bem-aventurada aquela que creu que hão de se cumprir
As coisas que lhes foram ditas da parte do Senhor.
Então disse Maria: A minha alma engrandece a Deus,
E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.
XX
Porque atentou na condição humilde de sua serva.
Desde agora, pois, todas as gerações bem-aventurada me chamarão,
Porque o Poderoso grandes coisas me fez; e santo é o seu nome.
E a sua misericórdia estará sobre os que o temem de geração em geração.
XXI
Com o seu braço manifestou poder;
Dissipou os soberbos nos pensamentos de seus corações;
Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
Aos famintos encheu de bens, e despediu os ricos sem pão.
XXII
Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia
Para com Abraão e a sua descendência para sempre.
E Maria ficou com ela cerca de três meses; e para casa voltou.
Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.
XXIII
Naqueles dias saiu um decreto de César Augusto,
Para que todo o mundo fosse recenseado.
Este recenseamento foi quando Cirênio era governador da Síria.
E cada um ia à sua própria cidade para ser contado.
XXIV
Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré,
À cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi.
Foi alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Chegando o tempo que havia de dar à luz, enquanto estavam ali,
XXV
Teve seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura,
Pois não haviam encontrado na estalagem para eles lugar.
Havendo naquela mesma região pastores que estavam no campo,
Vigiavam durante a noite para o seu rebanho guardar.
XXVI
E um anjo do Senhor apareceu-lhes,
E a glória do Senhor de resplendor os cercou;
Enchendo-os de um grande temor,
Porém um anjo chegando lhes falou.
XXVII
Não temais, porque vos trago novas de grande alegria,
Que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi nasceu,
O Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura.
XXVIII
Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial,
Louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas,
E paz na terra entre os homens de boa vontade.
E logo os anjos se retiraram em direção ao céu.
XXIX
Diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém,
Vejamos isso que aconteceu, que o Senhor nos deu a conhecer.
Foram, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura;
E vendo-o, divulgaram as palavras acerca do menino que o anjo os fez saber.
XXX
Todos que a ouviam se admiravam do que os pastores diziam.
Maria, todas estas coisas, mantinha em seu coração guardado,
E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus
Por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora falado.
FIM
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O VALE DOS OSSOS SECOS
(Adaptação: Daniel Pereira da Silva)
Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.
I
Então profetizei como se me deu ordem.
E houve um ruído, enquanto eu profetizava;
E eis que se fez um grande rebuliço,
E cada osso ao seu osso se achegava.
II
E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles,
e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles;
mas não havia neles espírito. E ele me disse:
Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem,
III
E diga ao espírito: Assim diz o Senhor Deus:
Vem dos quatro ventos, ó espírito, e falou,
Assopra sobre estes mortos, para que vivam.
E assim profetizei, como ele me ordenou;
IV
Então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé,
Um exército grande em extremo, em abundância.
Então me disse: Estes ossos são toda a casa de Israel.
Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança.
“Nós mesmos estamos cortados”.
VI
Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus:
Abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das sepulturas,
Ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E sabereis que eu sou o Senhor, das alturas.
VII
Quando eu abrir os vossos sepulcros,
Vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.
Então porei em vós o meu Espírito, e vivereis,
Os porei na vossa terra; e sabereis que o Senhor sou eu,
VIII
E outra vez veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira,
E escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros.
E toma outro pedaço de madeira, e escreve nele: Por José, vara de Efraim,
E por toda a casa de Israel, seus companheiros.
IX
E ajunta um ao outro, para que se unam,
E se tornem uma só vara na tua mão.
E quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo:
Porventura nos dirás o que significam estas coisas, ou não?
X
Tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus:
Eis que tomarei a vara de José que Efraim esteve na mão,
E a das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá,
E farei na minha mão uma só vara, uma só e elas se farão.
XI
E as varas, sobre as que houveres escrito,
Estarão na tua mão, perante os olhos deles.
Diga-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus:
Tomarei dentre os gentios os filhos de Israel,
XII
Para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes,
E os levarei à sua terra, e deles farei uma nação,
Nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles,
E nunca mais, duas nações serão;
XIII
Nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
E nunca mais com os seus ídolos vão se contaminar,
Nem com as suas abominações, nem com as transgressões,
E os livrarei de todas as suas habitações, para os purificar.
XIV
Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
E meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor;
E andarão nos meus juízos e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
E possuirão a terra que dei a meu servo Jacó,
Onde habitaram vossos pais; e nela habitarão.
XV
Habitarão ali, com filhos de seus filhos, para sempre,
E Davi, meu servo, seu príncipe eternamente será.
E farei com eles uma aliança de paz;
Uma aliança perpétua, eterna, não acabará.
XVI
E os estabelecerei, e os multiplicarei,
Porei o meu santuário no meio deles.
E o meu tabernáculo com eles estará,
E eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
XVII
E os gentios saberão que eu sou o Senhor,
Que santifico em Israel a nação,
Quando estiver o meu santuário,
no meio deles para sempre, Santo serão.
FIM
Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.
I
Então profetizei como se me deu ordem.
E houve um ruído, enquanto eu profetizava;
E eis que se fez um grande rebuliço,
E cada osso ao seu osso se achegava.
II
E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles,
e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles;
mas não havia neles espírito. E ele me disse:
Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem,
III
E diga ao espírito: Assim diz o Senhor Deus:
Vem dos quatro ventos, ó espírito, e falou,
Assopra sobre estes mortos, para que vivam.
E assim profetizei, como ele me ordenou;
IV
Então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé,
Um exército grande em extremo, em abundância.
Então me disse: Estes ossos são toda a casa de Israel.
Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança.
“Nós mesmos estamos cortados”.
VI
Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus:
Abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das sepulturas,
Ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E sabereis que eu sou o Senhor, das alturas.
VII
Quando eu abrir os vossos sepulcros,
Vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.
Então porei em vós o meu Espírito, e vivereis,
Os porei na vossa terra; e sabereis que o Senhor sou eu,
VIII
E outra vez veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira,
E escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros.
E toma outro pedaço de madeira, e escreve nele: Por José, vara de Efraim,
E por toda a casa de Israel, seus companheiros.
IX
E ajunta um ao outro, para que se unam,
E se tornem uma só vara na tua mão.
E quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo:
Porventura nos dirás o que significam estas coisas, ou não?
X
Tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus:
Eis que tomarei a vara de José que Efraim esteve na mão,
E a das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá,
E farei na minha mão uma só vara, uma só e elas se farão.
XI
E as varas, sobre as que houveres escrito,
Estarão na tua mão, perante os olhos deles.
Diga-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus:
Tomarei dentre os gentios os filhos de Israel,
XII
Para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes,
E os levarei à sua terra, e deles farei uma nação,
Nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles,
E nunca mais, duas nações serão;
XIII
Nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
E nunca mais com os seus ídolos vão se contaminar,
Nem com as suas abominações, nem com as transgressões,
E os livrarei de todas as suas habitações, para os purificar.
XIV
Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
E meu servo Davi será rei sobre eles, e todos eles terão um só pastor;
E andarão nos meus juízos e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
E possuirão a terra que dei a meu servo Jacó,
Onde habitaram vossos pais; e nela habitarão.
XV
Habitarão ali, com filhos de seus filhos, para sempre,
E Davi, meu servo, seu príncipe eternamente será.
E farei com eles uma aliança de paz;
Uma aliança perpétua, eterna, não acabará.
XVI
E os estabelecerei, e os multiplicarei,
Porei o meu santuário no meio deles.
E o meu tabernáculo com eles estará,
E eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
XVII
E os gentios saberão que eu sou o Senhor,
Que santifico em Israel a nação,
Quando estiver o meu santuário,
no meio deles para sempre, Santo serão.
FIM
quinta-feira, 27 de março de 2008
DAVI E GOLIAS
Adaptação da Bíblia Sagrada, tradução João F. Almeida.
I Samuel 17(ano 1063)
Autor: Daniel Pereira da Silva (08/02/2008)
E os filisteus ajuntaram o exército para a guerra e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, em Efes-Damim. Saul e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale do carvalho, e ordenaram a batalha contra os filisteus. E os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e o vale estava entre eles. Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. (mais ou menos três metros de altura)
Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos (aproximadamente cinqüenta e sete quilos) de bronze. E trazia proteção de bronze do joelho aos seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, (mais ou menos sete quilos, só a ponta) e diante dele ia o escudeiro. E parou, e clamou às companhias de Israel, e disse-lhes: Para que saireis a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. Se ele puder pelejar comigo, e me ferir, a vós seremos por servos; porém, se eu o vencer, e o ferir, então a nós sereis por servos, e nos servireis. Disse mais o filisteu: Hoje desafio às companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos.
I
Ouvindo então Saul e todo o Israel,
Todas estas palavras do filisteu,
Espantaram-se, e temeram muito.
Mas havia um jovem que não temeu.
II
Era Davi o filho de um homem efrateu,
Cujo nome era Jessé, de Belém de Judá,
Que tinha oito filhos; sendo este já velho,
E Davi o mais novo, estava lá.
III
Foram os três filhos mais velhos de Jessé,
Para o exército de Saul para guerrear,
e eram os nomes de seus três filhos,
Eliabe, Abinadabe, e Sama, que iam lutar.
IV
E Davi era o menor; e os três maiores seguiram a Saul.
Davi, ia e voltava da casa Saul, so ia a harpa tocar,
Pois para este ministério foi chamado por Saul,
Que quando estava agitado, o som da harpa podia o acalmar.
V
Davi ia ao palácio todos os dias,
Para com sua harpa ao rei acalmar,
Porém tinha que voltar a Belém,
Para as ovelhas de seu pai apascentar.
VI
Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde;
Durante quarenta dias apresentava-se então,
E disse um dia Jessé a Davi, seu filho:
Pega grão tostado e estes dez pães, e leva a teus irmãos.
VII
Porém estes dez queijos de leite leva ao capitão,
Ao capitão de mil; e a teus irmãos visitarás,
Tomarás o seu penhor e ver se estão bem,
Desta maneira notícias de teus irmãos trarás.
VIII
Saul estava com os homens de Israel no vale do carvalho,
Ali estavam em guerra, pelejando com os filisteus.
Davi então se levantou de madrugada, bem cedo,
E foi, deixando as ovelhas com um guarda seu.
IX
Carregou-se, e partiu, como Jessé lhe ordenara;
Chegando ao lugar onde os guerreiros estavam,
Quando já o exército saía em ordem de batalha,
E os capitães aos gritos para a peleja chamavam.
X
Os israelitas e filisteus se puseram em ordem, fileira contra fileira.
Davi deixou a carga com o guarda de bagagem, e ao local correu;
e, chegando, perguntou a seus irmãos se estavam bem,
Neste momento vinha subindo do exército inimigo Golias, o filisteu.
XI
Falou conforme havia falado antes, e Davi as ouviu.
Porém todos os homens de Israel, de diante dele fugiram,
E temiam grandemente com medo daquele gigante,
Por ser homem experiente na guerra, todos o temiam.
XII
E diziam eles: Vistes aquele homem que subiu?
Pois subiu para ao povo de Israel afrontar;
Há de ser, pois, que, o homem que o ferir,
O rei lhe dará riquezas, e a sua filha lhe dará.
XIII
Então falou Davi aos homens que estavam falando,
Que farão àquele homem, que ferir a este filisteu,
A quem tirar a afronta de sobre Israel?
Quem é este para afrontar os exércitos de Deus?
XIV
E tornaram a falar o que rei prometera;:
Assim farão ao homem que o ferir.
E, ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho,
Acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi.
XVI
E disse: Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto?
Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração,
Tu desceste até aqui somente para ver a peleja.
Disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão?
XVII
E virou-se ele para outro, e voltou a perguntar;
E o povo lhe tornou as mesmas palavras a responder.
E, ouvidas as palavras de Davi, as anunciaram a Saul,
Que mandou-o chamar para ouvir o que ele ia fazer.
XVIII
Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele;
Este teu servo irá, e contra este filisteu vai lutar.
Contra este não poderás ir para pelejar;
pois tu és jovem, não está acostumado a guerrear.
XIX
Então disse Davi: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai;
Quando veio um leão e um urso, e uma ovelha do rebanho pegava,
Eu saía após ele e o feria, e livrava-a da sua boca;
Então ele veio contra mim, e com minhas mãos, o feria e o matava.
XX
Assim feria o teu servo o leão, como o urso;
Assim será com este incircunciso filisteu, não viverá,
Porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.
Como fui liberto do leão, e do urso; ele me livrará.
“Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo.”
XXI
E Saul vestiu a Davi com suas vestes,
Pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze;
E o vestiu de uma couraça de guerra,
E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes.
XXII
E começou a andar; porém nunca o havia usado;
Então disse Davi a Saul: Não posso com isto andar,
Nunca o experimentei. E Davi tirou aquilo de sobre si.
E tomou o seu cajado que estava acostumado a usar,
XXIII
E escolheu para si cinco pedras do ribeiro,
E as pôs na cintura, no alforje de pastor,
Pegou a sua funda; e foi se aproximando do Gigante,
Pois vinha se aproximando, este inimigo do Senhor.;
XXIV
E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou,
Era moço, ruivo, e de gentil aspecto, defendendo os seus,
Disse;: Sou algum cão, para vires com paus?
Pelos seus deuses amaldiçoou a Davi,.o gigante filisteu.
XXV
E disse, darei a tua carne às aves do céu ,e às bestas do campo.
Davi, porém, disse ao filisteu: Tu com espada vens a mim,
Com lança, e com escudo; e eu vou a ti em nome do Ssnhor,
O Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado, é o teu fim.
XXVI
Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão,
Então ferir-te-ei, e a tua cabeça tirarei,
E todos os corpos do arraial dos filisteus
Hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra darei;
XXVII
E toda a terra saberá que há Deus em Israel;
E vão saber que o Senhor salva esta congregação,
Não com espada, ou com lança; porque dele á a guerra,
Então ele vos entregará na nossa mão.
XXVIII
Levantando-se o filisteu, indo encontrar-se com Davi,
Apressou-se Davi, e correu ao combate, e agiu,.
Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra
E com a funda a atirou, e a testa ao filisteu feriu.
XXIX
E a pedra se lhe encravou na testa,
E caiu sobre o seu rosto em terra.
Assim Davi prevaleceu contra o filisteu,
Golias, um gigante homem de guerra.
XXX
com uma funda e com uma pedra, o feriu, e o matou;
sem que Davi tivesse uma espada na mão.
Correu Davi, e pôs-se em pé sobre gigante,
Pegou sua espada, e eliminou, dos filisteu o campeão.
XXXI
Cortou com ela a cabeça do Gigante Golias;
Vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram.
Então os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram,
E aos filisteus, até chegar ao vale, até às portas de Ecrom; seguiram.
XXXII
Feriram aos filisteus pelo caminho de Saaraim até Gate e Ecrom.
Voltaram os filhos de Israel e os seus arraiais despojaram.
E Davi tomou a cabeça do filisteu, e a trouxe a Jerusalém;
Porém pôs as armas dele na sua tenda Guardadas
XXXIII
Vendo, porém, Saul, sair Davi a encontrar-se com o filisteu,
Disse a Abner, De quem é filho este moço, perguntou ao capitão,
E disse Abner: Vive a tua alma, ó rei, que o não sei.
Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem é filho então..
XXXIV
Voltando, pois, Davi de ferir o Gigante Golias,
Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul,
Trazendo ele na mão a cabeça do filisteu.
Perguntou Saul; De quem és filho, jovem?
Filho de teu servo Jessé, o Belemita, respondeu.
FIM
I Samuel 17(ano 1063)
Autor: Daniel Pereira da Silva (08/02/2008)
E os filisteus ajuntaram o exército para a guerra e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, em Efes-Damim. Saul e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale do carvalho, e ordenaram a batalha contra os filisteus. E os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e o vale estava entre eles. Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. (mais ou menos três metros de altura)
Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos (aproximadamente cinqüenta e sete quilos) de bronze. E trazia proteção de bronze do joelho aos seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, (mais ou menos sete quilos, só a ponta) e diante dele ia o escudeiro. E parou, e clamou às companhias de Israel, e disse-lhes: Para que saireis a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. Se ele puder pelejar comigo, e me ferir, a vós seremos por servos; porém, se eu o vencer, e o ferir, então a nós sereis por servos, e nos servireis. Disse mais o filisteu: Hoje desafio às companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos.
I
Ouvindo então Saul e todo o Israel,
Todas estas palavras do filisteu,
Espantaram-se, e temeram muito.
Mas havia um jovem que não temeu.
II
Era Davi o filho de um homem efrateu,
Cujo nome era Jessé, de Belém de Judá,
Que tinha oito filhos; sendo este já velho,
E Davi o mais novo, estava lá.
III
Foram os três filhos mais velhos de Jessé,
Para o exército de Saul para guerrear,
e eram os nomes de seus três filhos,
Eliabe, Abinadabe, e Sama, que iam lutar.
IV
E Davi era o menor; e os três maiores seguiram a Saul.
Davi, ia e voltava da casa Saul, so ia a harpa tocar,
Pois para este ministério foi chamado por Saul,
Que quando estava agitado, o som da harpa podia o acalmar.
V
Davi ia ao palácio todos os dias,
Para com sua harpa ao rei acalmar,
Porém tinha que voltar a Belém,
Para as ovelhas de seu pai apascentar.
VI
Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde;
Durante quarenta dias apresentava-se então,
E disse um dia Jessé a Davi, seu filho:
Pega grão tostado e estes dez pães, e leva a teus irmãos.
VII
Porém estes dez queijos de leite leva ao capitão,
Ao capitão de mil; e a teus irmãos visitarás,
Tomarás o seu penhor e ver se estão bem,
Desta maneira notícias de teus irmãos trarás.
VIII
Saul estava com os homens de Israel no vale do carvalho,
Ali estavam em guerra, pelejando com os filisteus.
Davi então se levantou de madrugada, bem cedo,
E foi, deixando as ovelhas com um guarda seu.
IX
Carregou-se, e partiu, como Jessé lhe ordenara;
Chegando ao lugar onde os guerreiros estavam,
Quando já o exército saía em ordem de batalha,
E os capitães aos gritos para a peleja chamavam.
X
Os israelitas e filisteus se puseram em ordem, fileira contra fileira.
Davi deixou a carga com o guarda de bagagem, e ao local correu;
e, chegando, perguntou a seus irmãos se estavam bem,
Neste momento vinha subindo do exército inimigo Golias, o filisteu.
XI
Falou conforme havia falado antes, e Davi as ouviu.
Porém todos os homens de Israel, de diante dele fugiram,
E temiam grandemente com medo daquele gigante,
Por ser homem experiente na guerra, todos o temiam.
XII
E diziam eles: Vistes aquele homem que subiu?
Pois subiu para ao povo de Israel afrontar;
Há de ser, pois, que, o homem que o ferir,
O rei lhe dará riquezas, e a sua filha lhe dará.
XIII
Então falou Davi aos homens que estavam falando,
Que farão àquele homem, que ferir a este filisteu,
A quem tirar a afronta de sobre Israel?
Quem é este para afrontar os exércitos de Deus?
XIV
E tornaram a falar o que rei prometera;:
Assim farão ao homem que o ferir.
E, ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho,
Acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi.
XVI
E disse: Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto?
Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração,
Tu desceste até aqui somente para ver a peleja.
Disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão?
XVII
E virou-se ele para outro, e voltou a perguntar;
E o povo lhe tornou as mesmas palavras a responder.
E, ouvidas as palavras de Davi, as anunciaram a Saul,
Que mandou-o chamar para ouvir o que ele ia fazer.
XVIII
Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele;
Este teu servo irá, e contra este filisteu vai lutar.
Contra este não poderás ir para pelejar;
pois tu és jovem, não está acostumado a guerrear.
XIX
Então disse Davi: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai;
Quando veio um leão e um urso, e uma ovelha do rebanho pegava,
Eu saía após ele e o feria, e livrava-a da sua boca;
Então ele veio contra mim, e com minhas mãos, o feria e o matava.
XX
Assim feria o teu servo o leão, como o urso;
Assim será com este incircunciso filisteu, não viverá,
Porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.
Como fui liberto do leão, e do urso; ele me livrará.
“Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo.”
XXI
E Saul vestiu a Davi com suas vestes,
Pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze;
E o vestiu de uma couraça de guerra,
E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes.
XXII
E começou a andar; porém nunca o havia usado;
Então disse Davi a Saul: Não posso com isto andar,
Nunca o experimentei. E Davi tirou aquilo de sobre si.
E tomou o seu cajado que estava acostumado a usar,
XXIII
E escolheu para si cinco pedras do ribeiro,
E as pôs na cintura, no alforje de pastor,
Pegou a sua funda; e foi se aproximando do Gigante,
Pois vinha se aproximando, este inimigo do Senhor.;
XXIV
E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou,
Era moço, ruivo, e de gentil aspecto, defendendo os seus,
Disse;: Sou algum cão, para vires com paus?
Pelos seus deuses amaldiçoou a Davi,.o gigante filisteu.
XXV
E disse, darei a tua carne às aves do céu ,e às bestas do campo.
Davi, porém, disse ao filisteu: Tu com espada vens a mim,
Com lança, e com escudo; e eu vou a ti em nome do Ssnhor,
O Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado, é o teu fim.
XXVI
Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão,
Então ferir-te-ei, e a tua cabeça tirarei,
E todos os corpos do arraial dos filisteus
Hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra darei;
XXVII
E toda a terra saberá que há Deus em Israel;
E vão saber que o Senhor salva esta congregação,
Não com espada, ou com lança; porque dele á a guerra,
Então ele vos entregará na nossa mão.
XXVIII
Levantando-se o filisteu, indo encontrar-se com Davi,
Apressou-se Davi, e correu ao combate, e agiu,.
Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra
E com a funda a atirou, e a testa ao filisteu feriu.
XXIX
E a pedra se lhe encravou na testa,
E caiu sobre o seu rosto em terra.
Assim Davi prevaleceu contra o filisteu,
Golias, um gigante homem de guerra.
XXX
com uma funda e com uma pedra, o feriu, e o matou;
sem que Davi tivesse uma espada na mão.
Correu Davi, e pôs-se em pé sobre gigante,
Pegou sua espada, e eliminou, dos filisteu o campeão.
XXXI
Cortou com ela a cabeça do Gigante Golias;
Vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram.
Então os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram,
E aos filisteus, até chegar ao vale, até às portas de Ecrom; seguiram.
XXXII
Feriram aos filisteus pelo caminho de Saaraim até Gate e Ecrom.
Voltaram os filhos de Israel e os seus arraiais despojaram.
E Davi tomou a cabeça do filisteu, e a trouxe a Jerusalém;
Porém pôs as armas dele na sua tenda Guardadas
XXXIII
Vendo, porém, Saul, sair Davi a encontrar-se com o filisteu,
Disse a Abner, De quem é filho este moço, perguntou ao capitão,
E disse Abner: Vive a tua alma, ó rei, que o não sei.
Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem é filho então..
XXXIV
Voltando, pois, Davi de ferir o Gigante Golias,
Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul,
Trazendo ele na mão a cabeça do filisteu.
Perguntou Saul; De quem és filho, jovem?
Filho de teu servo Jessé, o Belemita, respondeu.
FIM
Assinar:
Postagens (Atom)
